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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A reinvenção da roda

Do Correio Brasiliense: A reivenção da roda.

Trecho: "Osmar Vicente Rodrigues, professor de desenho industrial da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, desenvolveu uma roda capaz de mudar de formato de acordo com o terreno, superando com mais facilidade lama, areia, buracos e pedras."

É isso mesmo. O cara é brasileiro. A matéria tem um infográfico.
A invenção foi noticiada em vários sites internacionais.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Remédios da Floresta

Do Ambiente Brasil: Mata amazônica tem 'viagra natural' e até planta para enganar o patrão.

Trecho: "Diz a lenda que funcionários de fazendas e seringais a usavam para poder justificar ao patrão uma ida à cidade e uma falta no trabalho. Suas folhas, quando mastigadas , soltam um líquido vermelho. O patrão não recusaria a um empregado que cospe sangue uma visita ao médico".

Ao invés de fazer um comentário romântico sobre a "gente simples" que conhece os "mistérios da floresta" deixo um alerta: há uma enorme carência de cientistas na Amazônia e de infraestrutura. Sabe o que significa isso? Que, se não pesquisarmos os recursos naturais daqui, outros o farão. O exemplo histórico é a borracha no início do século XX. Mas não é o único.

É um problema que "cerca de 75% do conhecimento produzido a partir de espécies animais e vegetais da Amazônia vêm de pesquisadores estrangeiros, e apenas 25% são fruto de trabalhos desenvolvidos por brasileiros."

Um exemplo gritante é a andiroba e a copaíba, usadas aqui como panaceia. Quem isolar seus ativos e patentear os remédios vai ficar rico. O problema é que, provavelmente, não serão os amazônidas e talvez nem sejam brasileiros.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cientista também é gente

Do Jornal da Ciência: Cientistas admitem omissão ou descuido em artigos, diz estudo.

Trecho: "Até 34% de cientistas estrangeiros admitem ter realizado práticas de pesquisa questionáveis, como omitir novos resultados que colocariam em xeque trabalhos anteriores ou descartar certas informações obtidas em experimentos por uma percepção subjetiva de que estão incorretas".

É o resultado de misturar dinheiro com paixão pelo conhecimento. Imagina o cara que tem que apresentar um resultado (cuja pesquisa foi financiada), só que ele não consegue de forma alguma, a não ser que "esqueça" aquelas duas exceções que não deram certo. Isso acontece porque o conhecimento científico é apenas um modelo simplificado do mundo, olhado de certo ângulo.

Há outra matéria a respeito no Jornal da Ciência: O silêncio dos intelectuais, artigo de José Maria Alves da Silva.

Trecho: "[...] grande parte dos que deveriam constituir a classe pensante do país estão mais preocupados em publicar nas revistas indexadas, visando apenas sua autopromoção acadêmica; estão procurando complementar vencimentos, mediante vendas de serviços tecnológicos por meio das fundações privadas “de apoio”; estão fazendo projetos para conseguir bolsas individuais e financiamentos de agências estatais de fomento à pesquisa e envolvidos com outras atribulações da burocracia universitária, que acabam lhes tomando o resto do tempo que teriam para pensar".