Do Jornal da Ciência: Cientistas anunciam rio subterrâneo de 6 mil km embaixo do Rio Amazonas
Trecho: "Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, as águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano. [...] o fluxo subterrâneo é praticamente vertical - de cima para baixo - nos primeiros 2 mil metros. Depois, nas camadas mais profundas, muda de direção, tornando-se quase horizontal. Depois de atravessar as bacias do Solimões, Amazonas e Marajó, o rio alcança o fundo do mar, perto da foz do Amazonas."
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Ainda há muita Amazônia a ser descoberta
Do Jornal da Ciência: Garimpeiro acha dente de elefante no sul da Amazônia.
Trecho: "A coisa ainda estaria nesse pé se não fosse por Chico da Pampa, garimpeiro que, no começo dos anos 1990, doou o fóssil que achou em Porto Velho a Miguel Sant'Anna, do Laboratório de Paleontologia da Unir. Anos depois, Nascimento estava catalogando fósseis no laboratório quando percebeu as estruturas laminares no dente. 'Logo pensei em elefantes', diz.".
Na nossa Amazônia ainda há muito que ser explorado. O problema é que o solo da floresta (além da endêmica falta de dinheiro para pesquisa) não deixa. Há alguns anos li que pode ter havido algo como um deserto no que hoje é a floresta. Se for mesmo, é um bom sinal. Significa que tá tudo lá, preservado, pronto pra ser encontrado.
Mas isso, obviamente, quando o Brasil deixar de pensar que a Amazônia é só um monte de mato com uns ribeirinhos dentro. Aqui estão alguns dos grandes tesouros da humanidade. Do passado, do presente e do futuro.
Trecho: "A coisa ainda estaria nesse pé se não fosse por Chico da Pampa, garimpeiro que, no começo dos anos 1990, doou o fóssil que achou em Porto Velho a Miguel Sant'Anna, do Laboratório de Paleontologia da Unir. Anos depois, Nascimento estava catalogando fósseis no laboratório quando percebeu as estruturas laminares no dente. 'Logo pensei em elefantes', diz.".
Na nossa Amazônia ainda há muito que ser explorado. O problema é que o solo da floresta (além da endêmica falta de dinheiro para pesquisa) não deixa. Há alguns anos li que pode ter havido algo como um deserto no que hoje é a floresta. Se for mesmo, é um bom sinal. Significa que tá tudo lá, preservado, pronto pra ser encontrado.
Mas isso, obviamente, quando o Brasil deixar de pensar que a Amazônia é só um monte de mato com uns ribeirinhos dentro. Aqui estão alguns dos grandes tesouros da humanidade. Do passado, do presente e do futuro.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Sociedades precolombianas na Amazônia
Do Jornal da Ciência: Acre teve sociedade indígena complexa
Trecho: "[...] Schaan, Ranzi e Pärssinen relatam um número considerável de possíveis sítios -mais de 200, por enquanto, o que corresponde a uma estimativa modesta, segundo eles, porque muita coisa ainda pode estar debaixo do dossel da mata ainda intacta. É uma área de uns 250 km de raio na bacia do rio Purus, que também avança do Acre rumo ao Estado do Amazonas. A população estimada para a região seria de 60 mil pessoas, propõem eles".
Há alguns anos já leio à respeito de descobertas neste sentido. Talvez na Amazônia possa ter havido sociedades complexas, em contraponto à ideia colonialista de que aqui sempre foi um aglomerado de vilas de seminômades ignorantes.
PS: notícia relacionada no National Geografic.
Trecho: "[...] Schaan, Ranzi e Pärssinen relatam um número considerável de possíveis sítios -mais de 200, por enquanto, o que corresponde a uma estimativa modesta, segundo eles, porque muita coisa ainda pode estar debaixo do dossel da mata ainda intacta. É uma área de uns 250 km de raio na bacia do rio Purus, que também avança do Acre rumo ao Estado do Amazonas. A população estimada para a região seria de 60 mil pessoas, propõem eles".

Há alguns anos já leio à respeito de descobertas neste sentido. Talvez na Amazônia possa ter havido sociedades complexas, em contraponto à ideia colonialista de que aqui sempre foi um aglomerado de vilas de seminômades ignorantes.
PS: notícia relacionada no National Geografic.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Sobre o surgimento de novas espécies
Do Jornal da Ciência: Espécies “surgem” em uma era de extinção.
Trecho "[...] Kristofer M. Helgen, diretor do departamento de mamíferos, abriu um dos milhares de armários de metal, mostrando uma dezena de roedores secos. Abre outros, com morcegos com cara de raposa, um mamífero do tamanho de uma doninha e outro morcego com asas translúcidas e manchadas, como um paraquedas. [...] Vieram de Nova Guiné, Ilhas Salomão, Sulawesi,Quênia, mas todos têm um traço comum: são espécies novas para a ciência, algumas tão novas que nem têm nome. [...]".
É só uma constatação simples. Já li outra vez sobre o estudo e documentação da diferenciação de um roedor no sul do país, após a divisão de uma planície por um rio.
Um ponto importante do artigo acima é a luta para que a Amazônia não seja modernizada. O achado de uma nova espécie de macaco serviria de argumento para a não construção de uma estrada. Ora essa. Acho interessante salvar as espécies de macaquinhos, mas acho mais importante ainda salvar a espécie humana que vive no local.
Tem que salvar aquele ribeirinho que tem sua casinha de madeira dentro da floresta. Sabe por que o ribeirinho vai virar mendigo na cidade, a filha dele, puta, e o filho, ladrão? Porque não tem educação nem saúde onde ele mora. Leve isso e veja se ele vai querer sair do paraíso.
Trecho "[...] Kristofer M. Helgen, diretor do departamento de mamíferos, abriu um dos milhares de armários de metal, mostrando uma dezena de roedores secos. Abre outros, com morcegos com cara de raposa, um mamífero do tamanho de uma doninha e outro morcego com asas translúcidas e manchadas, como um paraquedas. [...] Vieram de Nova Guiné, Ilhas Salomão, Sulawesi,Quênia, mas todos têm um traço comum: são espécies novas para a ciência, algumas tão novas que nem têm nome. [...]".
É só uma constatação simples. Já li outra vez sobre o estudo e documentação da diferenciação de um roedor no sul do país, após a divisão de uma planície por um rio.
Um ponto importante do artigo acima é a luta para que a Amazônia não seja modernizada. O achado de uma nova espécie de macaco serviria de argumento para a não construção de uma estrada. Ora essa. Acho interessante salvar as espécies de macaquinhos, mas acho mais importante ainda salvar a espécie humana que vive no local.
Tem que salvar aquele ribeirinho que tem sua casinha de madeira dentro da floresta. Sabe por que o ribeirinho vai virar mendigo na cidade, a filha dele, puta, e o filho, ladrão? Porque não tem educação nem saúde onde ele mora. Leve isso e veja se ele vai querer sair do paraíso.
terça-feira, 7 de julho de 2009
A Origem do Rio Amazonas
Da Folha: Geólogo data nascimento do Amazonas.
Trecho: "O rio Amazonas acaba de ganhar uma certidão de nascimento. Segundo ela, o curso d'água mais volumoso da Terra nasceu há 11,8 milhões de anos".
De quebra, veja como foi formada a ilha do Marajó, há 5 mil anos.
Trecho: "O rio Amazonas acaba de ganhar uma certidão de nascimento. Segundo ela, o curso d'água mais volumoso da Terra nasceu há 11,8 milhões de anos".
De quebra, veja como foi formada a ilha do Marajó, há 5 mil anos.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Remédios da Floresta
Do Ambiente Brasil: Mata amazônica tem 'viagra natural' e até planta para enganar o patrão.
Trecho: "Diz a lenda que funcionários de fazendas e seringais a usavam para poder justificar ao patrão uma ida à cidade e uma falta no trabalho. Suas folhas, quando mastigadas , soltam um líquido vermelho. O patrão não recusaria a um empregado que cospe sangue uma visita ao médico".
Ao invés de fazer um comentário romântico sobre a "gente simples" que conhece os "mistérios da floresta" deixo um alerta: há uma enorme carência de cientistas na Amazônia e de infraestrutura. Sabe o que significa isso? Que, se não pesquisarmos os recursos naturais daqui, outros o farão. O exemplo histórico é a borracha no início do século XX. Mas não é o único.
É um problema que "cerca de 75% do conhecimento produzido a partir de espécies animais e vegetais da Amazônia vêm de pesquisadores estrangeiros, e apenas 25% são fruto de trabalhos desenvolvidos por brasileiros."
Um exemplo gritante é a andiroba e a copaíba, usadas aqui como panaceia. Quem isolar seus ativos e patentear os remédios vai ficar rico. O problema é que, provavelmente, não serão os amazônidas e talvez nem sejam brasileiros.
Trecho: "Diz a lenda que funcionários de fazendas e seringais a usavam para poder justificar ao patrão uma ida à cidade e uma falta no trabalho. Suas folhas, quando mastigadas , soltam um líquido vermelho. O patrão não recusaria a um empregado que cospe sangue uma visita ao médico".
Ao invés de fazer um comentário romântico sobre a "gente simples" que conhece os "mistérios da floresta" deixo um alerta: há uma enorme carência de cientistas na Amazônia e de infraestrutura. Sabe o que significa isso? Que, se não pesquisarmos os recursos naturais daqui, outros o farão. O exemplo histórico é a borracha no início do século XX. Mas não é o único.
É um problema que "cerca de 75% do conhecimento produzido a partir de espécies animais e vegetais da Amazônia vêm de pesquisadores estrangeiros, e apenas 25% são fruto de trabalhos desenvolvidos por brasileiros."
Um exemplo gritante é a andiroba e a copaíba, usadas aqui como panaceia. Quem isolar seus ativos e patentear os remédios vai ficar rico. O problema é que, provavelmente, não serão os amazônidas e talvez nem sejam brasileiros.
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